quinta-feira, 9 de abril de 2015
Permanecer no sofrimento, é escolha?
"Há pessoas que nos magoam, que nos entristecem, que nos fazem chorar, que nos fazem sentir o coração apertado, que nos deixam sem energia...há, houve e sempre vai haver... Não acredito que tudo aquilo que vamos sentindo dependa única e exclusivamente daquilo que permitimos que os outros nos façam sentir. Acredito que a forma como vemos os acontecimentos e como lidamos com eles, dependa do nosso espectro interior, mas como humanos que somos, às vezes, somos surpreendidos com alguém que nos faz algo que mexe com o nosso eu, com os nossos sentimentos, com as nossas emoções, com os nossos princípios, e quando assim é, não há problema algum em admitirmos que temos as nossas fragilidades e que nos sentimos tocados por algo ou alguém. E nessas alturas, acho mesmo importante deixarmos as emoções mais pesadas virem ao de cima. Devemos dar espaço às lágrimas, para a revolta se assim for, para nos sentirmos tristes e desiludidos (caso tenhamos criado expectativas). Deixar fluir as emoções será uma etapa fundamental para o nosso crescimento e para as emoções pesadas se dissolverem. Quanto mais reprimirmos e fingirmos que não as estamos a sentir, maior será a dificuldade de as perceber e dissolver. Por muito que nos magoem, é importante lembrarmo-nos que no nosso coração só permanecerá a zanga, a tristeza, a raiva, o medo e por aí fora, se assim o permitirmos. Grande parte das vezes, desdramatizar e não pessoalizar a situação, depois de vivida a emoção e de a sentir a cru, é o primeiro passo. É fundamental também, não entrar num tipo de diálogo que nos faça prolongar o mau estar e formas de ser negativas e auto-destrutivas como: “a mim, tudo me acontece”, “não sou suficiente merecedor”, “ninguém gosta de mim”, “a culpa nunca é minha”, “ninguém me respeita”, “não tenho sorte nenhuma”, “sou uma vítima”, etc.. Por muito que nos magoem, ou que tenhamos permitido que nos magoem, somos nós que gerimos o tempo que essas emoções vivem em nós. Uma hora má, não significa um dia mau, um dia mau, não significa uma vida má, e se há alguém que nos magoou há outras pessoas, que nos querem ver a sorrir. Importante é sabermos como queremos viver, o que queremos levar desta vida, e que pessoas queremos perto de nós. O resto, é observação e aprendizagem."
DGD
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Nem a proposito, à poucos dias escrevi esta mensagem a uma velha amizade, que me aborrece nas horas, exatamente porque acredito que a nossa vida é o fruto das nossas escolhas, sejam elas "permanecer ou não no sofrimento"
ResponderEliminar"A vida tira-nos coisas que pensávamos ser essenciais à nossa felicidade para pudermos alcançar outra coisa grandiosa. Quando as coisas não mudam à nossa volta a solução é mudar a nossa atitude, porque só nós podemos fazer isso. Enquanto tivermos o mesmo padrão comportamental, teremos sempre os mesmo resultados. Aprender com os erros é essencial, mesmo que o erro seja só insistir em algo que não dá frutos. Por isso é que vemos pessoas que não mudam, que passam anos e parece que não saíram do mesmo sitio, porque não mudaram de atitude perante a vida. As vezes batemos com o pé no chão e juramos que os nossos ideais ou valores é que são para valer..mas normalmente as pessoas têm é medo do que não conhecem, medo de se aventurar noutras viagens, medo de ser diferente, medo de ter medo que a vida mude (mas desejam-no ardentemente). Mas apreende-se isto a custo, com muitas dores, com insatisfação, afinal...a vida custa! mas se retirares sempre uma lição dos teus problemas e numa outra ocasião fazeres te valer daquilo que já aprendes-te, vais ficar cada vez mais forte, demora é muito tempo. Reagir é diferente de Agir. Mas o poder da transformação interior é muito superior. karma it's a bitch!"
É uma felicidade tremenda, quando "tu" és cada vez mais tu, quando sentes firmeza e um certo e discreto orgulho no que te tornas-te, mesmo com tantos erros.A vida dá voltas e voltas! Esta montanha russa ..
Beijo
Marta Lino
"Dar espaço às lágrimas".
ResponderEliminarSei que és uma guerreira, uma virago forte no teu "lair", no teu covil, no teu último reduto.
Como diziam os antigos, "Vulnerant omnes, ultima necat" ( "Todas (as horas) ferem, mas a última é a que mata." )
O vício das horas que passam é que vamos aprendendo a namorar a dor que trazem, escalando sempre, de pés e maõs feridos, o Anapurna que promete sempre uma felicidade que nem sempre está no seu cume.
Os momentos de "covil", de congeminação de projectos, utopias, amores, paixões, fulgores proibidos e hipnóticos, encerram o invencível sabor da caminhada que ainda está por fazer.
A Viagem, muitas vezes mais do que a chegada orgástica, guarda o néctar quase todo.
François De Travers,
Chevalier Servant Attitré.